Como as marcas podem conversar com os Millennials



Millennials é o nome dado para a Geração Y, ou seja, para as pessoas que nasceram entre os anos de 1980 e 1995, na época da virada do milênio. O grupo é extremamente diverso, conta com pessoas no mercado de trabalho, estudantes e representantes preocupados com causas ambientais. Ao todo, são 8,3 milhões de Millennials no país, é o que aponta o estudo ‘A Geração Y no Brasil’, realizado pela Geofusion, será que podemos dizer que todos eles devem ser tratados da mesma forma pelas marcas?

O recorte social dessa geração é muito profundo – principalmente quando trata-se de brasileiros. Devemos entender que o Millennial criado em grandes metrópoles, com boas oportunidades de estudo e viagens ao exterior é muito distante do jovem periférico de mesma idade. Além disso, uma pessoa do início dos anos 80 pensa e age de uma forma imensamente diferente daquela que nasceu próximo aos anos 2000, por exemplo. São backgrounds, momentos de vida e oportunidades diferentes, e claro, tudo isso deve ser considerado por quem deseja a atenção desse público.

Atualmente, os millennials são os principais decisores do mercado, são os que fazem – de fato – a economia girar, já que representam 50% da força de trabalho, segundo a pesquisa ‘Millennials – Unravelling the Habits of Generation Y in Brazil’. Por isso, estão fortemente monetizados e são os grandes consumidores do momento, mas para entrar na rotina de compras desse público as marcas precisam muito mais do que bons produtos.

Essa geração têm impactado a forma que toda a sociedade consome, já que a população em sí tem sido a principal fonte de informação sobre produtos e serviços nos últimos tempos. Com isso, muitas marcas começam a voltar sua atenção para esse público e levantar a pergunta: “Como consigo me comunicar com os millennials?”, eu diria que essa é uma pergunta um tanto quanto complicada – para não dizer traiçoeira. Porque a verdade é que esse recorte é tão grande e engloba tantos subgrupos extremamente diversos, que é difícil encontrar uma única mensagem que gere identificação em todos.

Então, eu responderia essa questão com outra: “Com quem, entre os millennials, você quer falar?”. Encontre o seu público dentro desse grande grupo, descubra seu recorte social e seus interesses. Delimite cada vez mais. Só assim será possível encontrar de verdade a mensagem ideal que irá gerar identificação e engajamento com a marca.

Por exemplo, existe um recorte bem conhecido desse grupo que está em busca de marcas que os completem, eles gostam de consumir pensando que aquela empresa acredita nas mesmas coisas que eles. Ou seja, tendem a realizar suas decisões de compra com propósito. Nesse sentido, garantir que sua marca tenha valores bem definidos – e praticados! – é uma estratégia importante, mas sempre se perguntando se esse subgrupo é, de fato, o seu público dentre os tantos que existem.

Outra pergunta que fazemos é sobre quais canais são os mais adequados para uma conversa com essa geração. De imediato, a resposta mais óbvia pode parecer ser ‘online’. Mas eu diria que aqui também não existe resposta correta. Existem millennials que não têm acesso tão amplo a internet – e mesmo dentre todos os que têm, vale lembrar que grupos diferentes usam o meio digital de formas diferentes. A união do online com o offline é o ideal para conseguir mostrar para a Geração Y o que você é, o que oferece e no que acredita, mantendo uma linguagem que seja coerente em todos os meios de comunicação.

No fim, “conhecer o seu público” vem muito de estar ao lado das pessoas no dia-a-dia, acompanhando a rotina dos clientes com experiências e informações úteis, garantindo que se lembrem de você por isso. Para isso, uma boa saída é ter um time bastante diverso, já que pessoas com backgrounds e perfis diferentes conseguem identificar aspectos variados da mesma situação. É uma forma inteligente de incluir, fomentar a criatividade e ainda abrir os olhos para outras realidades.


Lucas Esteves é Diretor de Criação na MCM Brand Group

Publicado em : https://propmark.com.br/opiniao/como-as-marcas-podem-conversar-com-os-millennials/

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