LINGUAGEM INCLUSIVA: A LUTA PELA IGUALDADE DE TODOS

Atualizado: Jul 8


*Renata Ankowski, COO da MCM Brand Experience


A linguagem é viva e emergente, ela esta sempre em movimento principalmente em meio à comunicação verbal, por isso, é muito importante entender não só como necessidade, mas também como uma demanda que a atualidade traz a respeito da comunicação inclusiva. Ou seja, significa ter a consciência de respeitar e evitar o uso de palavras, expressões, suposições que estereotipam, rebaixam ou excluem pessoas.


Pensando nisso, a MCM Brand Experience lança o Guia da Linguagem Inclusiva, visando a educação e capacitação de todos os funcionários da agência, bem como colaboradores externos, fornecedores, para utilizarem esta comunicação com confiança.


O preconceito, infelizmente, ainda existe na sociedade atual e trata-se de um comportamento que gera diversos conflitos entre as pessoas. Pesquisa do veículo Poder 360, revela que 81% dos brasileiros dizem haver preconceito contra negros no Brasil por causa da cor da pele. Um outro levantamento encomendado pelo Ministério Público do Trabalho em São Paulo e realizado pelo Ibope, mostra que pessoas com deficiência da capital paulista ou região metropolitana ainda sofrem preconceito no trabalho. De acordo com os dados, 69% dos entrevistados informaram que já vivenciaram ou presenciaram algum tipo de discriminação, bullying, rejeição, assédio moral e sexual, isolamento ou até violência física no ambiente de trabalho.

Apesar da existência de diversos movimentos contra o preconceito, estereótipo e exclusão a nível mundial, a realidade ainda é dolorosa. Entretanto, percebe-se que a sociedade está reagindo mais diante de fatos preconceituosos, com repúdio e aumento da consciência coletiva. A linguagem é poderosa e pode ter efeitos variados, mas nem todos entendem as palavras ou frases consideradas ofensivas. Portanto, evidenciar a mudança de hábitos para uma outra pessoa e si mesmo exige paciência e empatia.


Os termos utilizados no guia da MCM Brand Experience refletem as diversas identidades e experiências da sociedade brasileira recente. No manual estão inclusos termos para gravidez, pessoas com deficiência, orientação sexual, raça, etnia, inclusão social e etarismo. Por exemplo, para vagas de trabalho é muito comum solicitarem uma exigência como “é preciso comprovar experiência de mais de 10 anos”, porém o termo inclusivo e correto é “precisa comprovar vasta experiência”.


Com o Guia da Linguagem Inclusiva, a agência reforça o comprometimento com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da ONU, contribuindo para que os clientes também cumpram as metas globais, inserindo os ODSs na prática. Como o 5º item, para alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. As palavras são códigos e, por meio delas, é possível alcançar grandes melhorias para o mundo.

*Renata Ankowski, formada em Administração de Empresas, pós-graduada pela PUC-AR e especialista em gestão de projetos pela ESPM, PMO Agile, Design Thinking e Service Design, atua há mais de 14 anos com grandes multinacionais em diversas áreas, aplicando gestão estratégica. Ajuda empresas a transformarem ideias em ação, manifestando resultados através de pessoas. Se dedica a fazer um mundo melhor, sendo otimista e realista. É comprometida em construir o futuro através da inovação, liderança, marketing, intuição e inspiração. Atualmente é COO na MCM Brand Experience e apaixonada pela natureza e meditação.


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